Roubos de veículos caem 48% no Ceará no primeiro semestre do ano

Com o balanço positivo nas estatísticas criminais em todo o Estado, o Ceará chega ao seu 25° mês seguido de redução nos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs), conforme dados compilados pela Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Entre os números que se destacam, está ainda a queda nos roubos de veículos, que durante o primeiro semestre de 2019, reduziu 48% em comparação ao mesmo período do ano passado.

De janeiro a junho de 2018, 5.042 veículos foram roubados. Com o empenho das forças de segurança, aliado ao uso inteligente da tecnologia, esse número caiu para 2.609. O progresso nos índices vem acompanhado de diminuições ocorridas em todos os meses deste ano. Em junho, a diminuição foi de 41%, indo de 768 para 454. Em maio, foi -50%, passando de 860 para 429. Em seguida vem o mês de abril, que passou de 816 casos para 442, o que corresponde a -46%. A retração aconteceu também em março, quando os 913 roubos de carro de 2018 caíram para 472 neste ano, correspondendo a -48%. Em fevereiro, a queda foi de -49%, indo de 794 para 405. Por último ficou janeiro, com -54%, caindo de 891 para 407.

“Nós nos concentramos em montar uma modelagem de pronta resposta, que o infrator até pode conseguir cometer o crime, mas nós damos a resposta entre cinco e sete minutos, por meio do uso da tecnologia e do cerco inteligente. E para explicar isso, nós partimos um pouco da Teoria Econômica do Crime de Gary Becker, ou seja, o veículo funciona como um catalisador da cadeia delitiva, um meio para outras condutas criminosas. Anteriormente, ele roubava um carro e o utilizava para cometer roubos, por exemplo. Agora, nós conseguimos quebrar essa mobilidade. Além disso, a gente notou as evoluções nos modelos de policiamento e também dos operadores da Ciops, que é um dos principais pontos. Não adianta você ter a tecnologia e a estratégia se a parte que executa os processos não for aprimorada. O tomador de decisão é o quem está mais próximo a base, e esse tomador é quem guia o policiamento e os cercos”, destaca o superintendente da Supesp, Aloísio Lira.

O gestor do órgão vinculado à SSPDS ressalta também as capturas dos criminosos envolvidos nessas ações criminosas e como isso reflete nos números. “À medida que essa pronta resposta foi executada com sucesso, nós começamos a prender reiteradamente quem atuava de forma quase que exclusiva nessa modalidade. Então, é uma modelagem baseada nas teorias das atividades rotineiras, juntamente com a quebra dentro da economia do crime, juntamente com a boa resposta no Sistema Penitenciário e da Justiça, que mantêm esses reincidentes mais tempo presos. Junte tudo isso a um trabalho de aprimoramento de policiamento e o resultado são os 25 meses de progressos nos números, que partiram de iniciativas executadas e que vem sendo melhoradas”, pontua Aloísio Lira.

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